segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Meu presente duplo de Dias das Mães

 Dia das Mães de 2010. Presente duplo: descobri que estou grávida novamente!
 A intenção era contar para o marido 2 semanas depois, no dia do aniversário dele... Mas os enjôos foram tão fortes, que não havia como ele não desconfiar! Não teve jeito... Eu queria que o anúncio da gravidez fosse um evento, mas acabou sendo um pequeno momento especial. Mas a emoção foi tão intensa como se fosse a primeira vez!
 Os primeiros movimentos fora sentidos bem mais cedo! dessa vez eu já sabia que não eram gases! hehehe...  Desde o início eu já sentia que teríamos outro garotinho e em Agosto já tínhamos a certeza de que era o nosso pequeno Thomas que estava chegando!

Samuel e eu, aos 7 meses de gravidez, no Templo de Montevideo.
******

 9 meses de gravidez e os pés inchados e as contrações eram uma constante agora... Estava me sentindo muito bem, mas havia dias em que eu estava exausta!
 Eu queria que ele nascesse em Janeiro, mas também não via a hora dele chegar! Acho que ainda não havia "caído a ficha" de que eu teria 2 bebês!
 Fora que eu enfrentei um certo medo nessa gravidez: Como eu poderia amar outro bebê além do Samuel? Com mesma intensidade do meu amor por ele? Nem pensar! Tive certeza de que seria impossível e até disse a mim mesma que era certo que os primogênitos eram mais amados. Certeza! hahaha...
 Além do mais, tive uma certa "dozinha" do Sam... o garoto já começou a perder o colo antes mesmo do irmão nascer... Porque, aos 9 meses de gravidez, quando a pessoa já virou cabine dupla, alguém no colo já não cabe mais...

Dá pra amar outro serzinho além desse?


*****

 8 de Janeiro de 2011. Minha bolsa se rompeu às 7h da manhã... Lá estava eu, dormindo e sonhando que a bolsa tinha estourado. Assim que abri os olhos, foi exatamente o que aconteceu! hahaha...
 O problema é que eu ainda não estava sentindo contrações regulares e nenhuma dor pra chamar de minha. Aí, esperei até umas 9h30 pra ligar para o meu médico (fiz questão de mudar de médico e de hospital). Expliquei a situação e ele disse que não tinha jeito: tínhamos que ir para o hospital.
 Arrumei as coisinhas do Sam, liguei para a minha mamis, tomamos café da manhã porque eu jamais poderia sair de casa sem comer!!! e fomos para o hospital.
 Chegamos ao hospital às 11h45 e somente às 13h é que saiu a minha internação! E eu ainda estava com 1,5cm de dilatação!!! Confesso que eu já pensei: "cesárea de novo não!"... E comecei a caminhar e orar... pra ajudar, né?
 Umas 16h, a enfermeira veio medir e eu estava com 4cm. Ela me perguntou se eu realmente queria esperar por um parto normal ou se preferiríamos uma cesárea. É claro que optei por esperar, mas ela disse que se até às 19h eu não estivesse com pelo menos 6cm, não poderíamos esperar mais, porque seria um sinal de que o trabalho de parto não estava evoluindo...
 Como eu tinha esperanças e a dor das contrações já estava ficando maior, resolvi ir para o chuveiro. Fiquei lá por 1 hora e quando saí... surpresa! Eu já estava com 7cm!
 Apesar da dor, eu estava bastante animada! Meu bebezinho estava cada vez mais perto e com grandes chances de nascer de parto normal!
 Quando o Dr Geraldo chegou, por volta das 20h, eu já estava com uma analgesia, o que não mudou em nada a dor das contrações... e a cada uma, eu tremia de dor... mas eu já estava com 10cm!
 Aí, quando fez o exame de toque, o Dr disse: "O bebê tá muito alto. Tem alguma coisa impedindo ele de descer... Não sei se você vai conseguir ter o parto normal não..."
 Humpf! Outra vez não! Eu realmente estava determinada a não passar por outra cesárea!
 Então, o médico falou: "Vamos fazer assim: a cada contração que vier, você faz força... vamos ver se ele desce."
 E saiu do quarto. Ficamos lá só eu e meu marido.
 A cada contração, eu unia todas a minhas forças e "empurrava" muito!
 Depois de alguns minutos, o médico voltou para o quarto, examinou novamente e falou: "Ele desceu! Preparem tudo!"
 Comemorei! O coração batendo forte, a emoção a flor da pele... Meu bebezinho logo estaria nos meus braços!
 Como ele não falou nada, eu continuei fazendo força a cada dolorida contração, até que senti algo começar a sair... O Andy foi ver o que era e falou: "Acho que é cabelo!!!" E foi avisar a enfermeira que chamou o médico, que entrou correndo no quarto, vestindo a roupa e falando para eu não fazer mais nenhuma força...
 Tudo pronto e 1 contração depois, meu pequeno Thomas veio ao mundo!

3,570kg e 49cm de fofurice...
 Lindo, gorduchinho e com o moicano mais fofo do mundo!
 Eu fiquei muito emocionada, muito feliz e muito grata ao Pai Celestial por tudo ter dado certo!



*****

 Dia seguinte, acordei super bem! Muito feliz de ter feito parto normal! Eu sempre chorava quando assistia os partos no Discovery Home & Health e pensava: "Por que eu não consegui?". Agora esse sentimento já não existe mais... deu tudo certo!

A mulherada da família e o baby Tom, ainda na maternidade.

******

 A recuperação foi realmente tudo o que eu esperava.
 Tom completou um mês e tem sido um anjo! Não teve cólicas e quase nunca chora... É muito bonzinho!

Tom, com 1 mês - já sem o moicano...

 Sam tem sido muito carinhoso com o irmão. Toda hora quer abraçar, beijar e me ajuda em tudo!

*****

 O Tom está quase completando 2 meses, mas parece que sempre esteve aqui!
 Agora eu entendo quando falam que em coração de mãe sempre cabe mais um! Sem dúvidas, quando a gente tem mais um filho, o coração não se divide para amá-los... O coração cresce!
 Eu continuo amando o Sam com todas as minhas forças e eu amo o Tom com a mesma intensidade!

Meus menininhos, que cabem no coração "kombi" da mamãe!

 E uma coisa é fato! Quero ter mais filhos!
 Amo ser mãe e o aprendizado que isso me traz. A cada dia que passa eu aprendo mais com os meus pequenininhos.
 Sou tão feliz por saber o o Pai Celestial confiou em mim para gerar, educar e cuidar dos Seus filhos aqui na Terra. E esses dois são tão bonzinhos, que eu só tenho mesmo que agradecer por esse presentes celestiais na minha vida... Amo muito!

Sam contando historinhas para o irmão...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Quando a mamãe nasceu


 Foi uma noite memorável!
 Nos abraçamos e choramos e rimos descontroladamente...
 Dentro de mim, uma vida despertava. Um pequenino bebê!

Surpresinha para o mais novo papai!


 A gravidez foi perfeita,! Nenhum enjôo, nenhum desejo esquisito, quase nenhum inchaço, trabalhei até as 38 semanas.
 Que delícia estar grávida e poder sentir cada movimento, cada chutinho e imaginar o rostinho, o choro, o sorriso, o jeitinho do bebê...

Nosso pequeno anjo...

 Sempre quis muito ter um parto normal! Por todas as questões possíveis! É o melhor para o bebê e para a mãe, além da recuperação ser mais rápida... afinal é o normal, né? E não uma intervenção cirúrgica...
 Então, apesar das pressões de todo mundo - médica, família... - resolvi não marcar a data do parto e esperar que o Samuel decidisse o dia em que ele iria nascer!

37 semanas e meia!
 No dia 5 de Dezembro, fui à feira, carreguei compras, fiz faxina em casa... Disposição a mil!
 Ainda faltavam alguns dias para 40 semanas. E eu estava planejando fugir da médica orando para que ele nascesse antes de 40 semanas, pois caso contrário, a Dra disse que teríamos que fazer uma cesariana.
 E, para a minha surpresa, na manhã seguinte, às 5 da manhã, minha bolsa "estourou". Fiquei tão feliz! Mas também fiquei com medo de ir para o hospital naquela hora e inventarem um monte de histórias, de que eu não tinha dilatação ou coisa parecida e eu me fazerem uma cesárea...
 Então, só contei para o Andy às 10h da manhã. Ele ficou em pânico, querendo ligar para todo mundo e partir desesperadamente para o hospital!
 Cada contração era um motivo de imensa alegria! Afinal, indicava que meu bebezinho estava a caminho!
 Quando chegamos ao hospital, eu estava com 5cm de dilatação e só então, avisamos minha família e minha médica.
 Lá pelas 16h, eu já estava com quase 9cm. A enfermeira obstetriz veio me perguntar se eu estava bem e se queria anestesia. Eu disse que preferia esperar a minha médica chegar e ver  o que ela achava melhor. Para a minha surpresa, a enfermeira voltou 2 minutos depois com o anestesista e me mandou sentar.
 Pouco tempo depois, minha médica chegou, me examinou e disse que já estava na hora de fazer força! Eu estava tããão feliz!!!
 Foi então, que os batimentos cardíacos do Sam caíram pela metade! E não voltavam ao normal. E aí, a médica me disse que teríamos que fazer uma cesárea, pois o bebê corria risco de morte.
 Nossa! Como fiquei chateada, frustrada... Mas eu não podia ser egoísta e colocar a vida do meu filho em risco...
 Recebi outra anestesia que adormeceu meu corpo todo, até o pescoço! E fui para o centro cirúrgico.

****

3250 kg e 50 cm de pura gostosura!

6 de Dezembro de 2008.
Samuel nasceu quietinho, meio desacordado. Só o ouvi chorar alguns segundos depois...
Foi maravilhoso vê-lo pela primeira vez... tão cabeludinho, lindo!
O Andy saiu com ele nos braços para mostrar para a família e eu fiquei sendo remendada costurada...

****

 Levantar no dia seguinte foi o mais difícil! Um misto de medo, dor e frustração... Eu me senti roubada do direito de ter meu filho como eu desejava...
 Mas aí, foi só ver o meu bebezinho pra eu esquecer tudo... Aí a preocupação foi outra: amamentar! Eu nunca amamentei ninguém - óbvio! - e o Samuel nunca havia mamado... uma novidade para os dois!
 Cheguei em casa e, como nosso prédio não tinha elevador - morávamos no terceiro andar - meu marido nos levou no colo!
 O Andy ficou comigo mais 2 dias depois que saímos do hospital e depois foi o momento de me virar sozinha. Não tive nenhuma ajuda e acho que foi melhor assim... Pude descobrir, sozinha, como me virar com os novos desafios da maternidade que acabara de desabrochar...
 "E como estou amando ser mãe! É a coisa mais maravilhosa que me aconteceu!
 É incrível imaginar que o Sam estava dentro de mim, crescendo na minha barriga!...  E agora, que ele está aqui fora, perfeitinho, só enche meu coração de gratidão... Como sou grata ao meu Pai Celeste por confiar esse pequenino ser aos meus cuidados. Amo o Samuel, com todas as minhas forças! Mais do que a mim mesma!"


Sam e seus cachinhos - com 9 meses


** Relato do extraído do meu diário. Registrado em 04 de Janeiro de 2009

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Meu próprio reino...

 Dia de Reis.
 Tão tranquila como jamais imaginarei que estaria no dia mais importante da minha vida... Talvez pela certeza da decisão correta.
 Na noite anterior, um SMS do Andy: "Não desiste não..." Como se fosse possível...
 Uma cerimônia simples e espiritual na capela. Um violino e um piano deram o tom e o Presidente Bruno Fenandes realizou o casamento.
 Uma cerimônia sagrada e celestial no Templo. Perfeito como tinha que ser.
Sala de Selamento
Sala de Selamento do Templo
 Nesta sala fomos selados para a eternidade e temos a certeza de que, se fizermos nossa parte, os laços da morte não poderão nos separar: nossa família será eterna!
 Saber que meu casamento não vai durar "até que a morte nos separe", realmente faz toda a diferença e nos fortalece para enfrentar toda e qualquer dificuldade. Juntos.

****

 Andy, meu amor, quero que você saiba que eu jamais duvidei de que me casar com você foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado!
 Cada vez que eu olho para trás, mais vontade eu sinto de olhar para frente e para tudo o que ainda vamos viver juntos! Porque ainda há muitos sonhos e metas que eu quero dividir com você!
 Obrigada por ainda me fazer rir todos os dias e por me ajudar a construir nosso próprio "castelo", que iniciamos naquele inesquecível dia de Reis...

"Toda a nossa existência foi planejada para esse dia. Foi aí que começamos a viver"



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Um chá quente e um ventilador

 Foi numa noite fria de Domingo em 2005, acampamento de Carnaval.
 Lá estava eu, linda e estonteante esfriando um chá perto do ventilador, quando alguns rapazes se aproximaram pra papear.
 Com um sotaque meio estranho, um mocinho carioca metido a baiano, me chamou a atenção...
 No dia seguinte, recebi um bilhetinho:
 "Como não tenho certeza se você lembra de mim, vou te dar algumas dicas: um ventilador nunca teve uma utilidade tão surpreendente como aquela de ontem. Esfriar um chá e, o mais importante, esquentar uma nova amizade. Foi um grande prazer conhecê-la. Você tem um carisma fora do comum! Uma amiga como você faria uma grande diferença na vida de um rapaz.
 Super beijo
 Do seu novo amigo, Anderson"
 Trocamos poucas palavras no acampamento, mas muitos olhares... Trocamos telefone também, mas ele NÃO me ligou!!! Uma semana depois, foi a minha vez de testar todo o meu charme mandar uma mensagem pelo celular:
 "Se eu te chamasse para sair, você ia achar que eu sou muito cara de pau?"

***

 Início de Abril, dia da Conferência Geral e recebo:
 "Um ventilador me apresentou uma certa moça que, inesperadamente, aqueceu os sentimentos desse rapaz. Um rapaz que veio à tona após alguns sorrisos cativantes e sinceros, que tanto o fascinou. Ufa!!! Que moça! Um lindo sorriso! Uma simpatia excepcional! Um jeito de menina, que facilmente encanta todos ao seu redor, especialmente EU. (...) Vou acabar ficando louco! Apesar de que, se essa for a consequência dessa proximidade... Oooooowhoooo! Não vejo a hora de ir para o sanatório!(...)" 
 Começamos a namorar no dia 30 de Abril. E 42 dias depois, no dia dos namorados, fui pedida em casamento! É claro que eu aceitei! Mas só pra não ficar chato! E pensei: "Que cara louco!!! Ele mal me conhece!" 
 Eu nunca havia me sentido como ele me fazia sentir... Mas ainda não estava certa sobre essa história de casamento relâmpago!

***

Eu me lembro como se fosse hoje... Já há muitos dias eu estava orando para saber se era com ele que eu deveria mesmo me casar...
 E então, a resposta veio... Tão clara que não deixou nenhuma margem para a dúvida!
 Eu soube, naquele momento, que era com esse homem que eu deveria passar a minha eternidade...

Parece um cara legal, mas costuma xavecar mocinhas no ventilador...