sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Quando a mamãe nasceu


 Foi uma noite memorável!
 Nos abraçamos e choramos e rimos descontroladamente...
 Dentro de mim, uma vida despertava. Um pequenino bebê!

Surpresinha para o mais novo papai!


 A gravidez foi perfeita,! Nenhum enjôo, nenhum desejo esquisito, quase nenhum inchaço, trabalhei até as 38 semanas.
 Que delícia estar grávida e poder sentir cada movimento, cada chutinho e imaginar o rostinho, o choro, o sorriso, o jeitinho do bebê...

Nosso pequeno anjo...

 Sempre quis muito ter um parto normal! Por todas as questões possíveis! É o melhor para o bebê e para a mãe, além da recuperação ser mais rápida... afinal é o normal, né? E não uma intervenção cirúrgica...
 Então, apesar das pressões de todo mundo - médica, família... - resolvi não marcar a data do parto e esperar que o Samuel decidisse o dia em que ele iria nascer!

37 semanas e meia!
 No dia 5 de Dezembro, fui à feira, carreguei compras, fiz faxina em casa... Disposição a mil!
 Ainda faltavam alguns dias para 40 semanas. E eu estava planejando fugir da médica orando para que ele nascesse antes de 40 semanas, pois caso contrário, a Dra disse que teríamos que fazer uma cesariana.
 E, para a minha surpresa, na manhã seguinte, às 5 da manhã, minha bolsa "estourou". Fiquei tão feliz! Mas também fiquei com medo de ir para o hospital naquela hora e inventarem um monte de histórias, de que eu não tinha dilatação ou coisa parecida e eu me fazerem uma cesárea...
 Então, só contei para o Andy às 10h da manhã. Ele ficou em pânico, querendo ligar para todo mundo e partir desesperadamente para o hospital!
 Cada contração era um motivo de imensa alegria! Afinal, indicava que meu bebezinho estava a caminho!
 Quando chegamos ao hospital, eu estava com 5cm de dilatação e só então, avisamos minha família e minha médica.
 Lá pelas 16h, eu já estava com quase 9cm. A enfermeira obstetriz veio me perguntar se eu estava bem e se queria anestesia. Eu disse que preferia esperar a minha médica chegar e ver  o que ela achava melhor. Para a minha surpresa, a enfermeira voltou 2 minutos depois com o anestesista e me mandou sentar.
 Pouco tempo depois, minha médica chegou, me examinou e disse que já estava na hora de fazer força! Eu estava tããão feliz!!!
 Foi então, que os batimentos cardíacos do Sam caíram pela metade! E não voltavam ao normal. E aí, a médica me disse que teríamos que fazer uma cesárea, pois o bebê corria risco de morte.
 Nossa! Como fiquei chateada, frustrada... Mas eu não podia ser egoísta e colocar a vida do meu filho em risco...
 Recebi outra anestesia que adormeceu meu corpo todo, até o pescoço! E fui para o centro cirúrgico.

****

3250 kg e 50 cm de pura gostosura!

6 de Dezembro de 2008.
Samuel nasceu quietinho, meio desacordado. Só o ouvi chorar alguns segundos depois...
Foi maravilhoso vê-lo pela primeira vez... tão cabeludinho, lindo!
O Andy saiu com ele nos braços para mostrar para a família e eu fiquei sendo remendada costurada...

****

 Levantar no dia seguinte foi o mais difícil! Um misto de medo, dor e frustração... Eu me senti roubada do direito de ter meu filho como eu desejava...
 Mas aí, foi só ver o meu bebezinho pra eu esquecer tudo... Aí a preocupação foi outra: amamentar! Eu nunca amamentei ninguém - óbvio! - e o Samuel nunca havia mamado... uma novidade para os dois!
 Cheguei em casa e, como nosso prédio não tinha elevador - morávamos no terceiro andar - meu marido nos levou no colo!
 O Andy ficou comigo mais 2 dias depois que saímos do hospital e depois foi o momento de me virar sozinha. Não tive nenhuma ajuda e acho que foi melhor assim... Pude descobrir, sozinha, como me virar com os novos desafios da maternidade que acabara de desabrochar...
 "E como estou amando ser mãe! É a coisa mais maravilhosa que me aconteceu!
 É incrível imaginar que o Sam estava dentro de mim, crescendo na minha barriga!...  E agora, que ele está aqui fora, perfeitinho, só enche meu coração de gratidão... Como sou grata ao meu Pai Celeste por confiar esse pequenino ser aos meus cuidados. Amo o Samuel, com todas as minhas forças! Mais do que a mim mesma!"


Sam e seus cachinhos - com 9 meses


** Relato do extraído do meu diário. Registrado em 04 de Janeiro de 2009

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