O que me intrigou foi a abordagem a Assistente Social: muito direta! Ela perguntou: Quando sua mãe fica brava? E o que ela faz quando ela fica brava? Quando sua mãe te bate?
Assistir ao programa me fez refletir um pouco sobre isso e resolvi fazer essas perguntas aos meus filhos.
E essas foram as respostas deles:
- Quando a mamãe fica brava?
- Quando a gente faz coisas erradas!
- E o que a mamãe faz quando fica brava?
- Ela dá bronca!
- Quando a mamãe te bate?
Nesse momento houve uma pausa... Eles me olharam e se olharam com uma cara de "como assim? que pergunta é essa?". E depois de alguns segundos, responderam:
- Nunca!
E ainda completaram:
- Porque não pode bater, né, mamãe?
Eu fiquei pensando nos pais e mães que batem nos filhos achando que estão educando ou os ensinando a serem pessoas melhores. Numa situação como a do garotinho do reality, os pais seriam presos, mesmo que, naquele dia, o garoto tivesse quebrado o pé pulando na cama (como foi de fato o que aconteceu).
Eu nunca bati nos meus filhos e não pratico nenhum tipo de violência física ou verbal, mas honestamente estou muito longe de ser o tipo de mãe que eu gostaria de ser... Muitas vezes eu me preocupo se não estou cobrando demais deles... e me esquecendo de que, como todas as crianças eles precisam fazer "traquinagens" e quem sabe até desafiar a autoridade dos pais, quebrar as regras e se lançar no desconhecido para formar o seu caráter e crescer.
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Na grande maioria das vezes, quando saio com os meninos, somos elogiados.
Na última viagem internacional (hoooooras de vôo) que fizemos, um senhorzinho norte americano veio agradecer aos meus meninos por terem sido tão educados durante o vôo.
Na última vez que saí para almoçar fora sozinha com os pequenos, outras pessoas que estavam na mesa ao lado puxaram assunto e elogiaram por eles estarem se portando tão bem à mesa, enquanto a mamãe, sozinha, tentava dar conta de tudo.
Na Igreja sempre tem uma ou outra irmã que comenta comos eles são bonzinhos na aula ou durante a reunião sacramental.
Eu realmente fico contente em ouvir isso, mas honestamente, não é esse o tipo de reconhecimento que eu busco. Eu realmente quero poder vê-los crescer e se tornarem homens de bem. O que não está necessariamente ligado ao bom comportamento nos lugares por onde passamos.
Às vezes, eu confesso, que gostaria que meu filhos sempre me obedecessem imediatamente. Mas ao mesmo tempo eu me questiono se, nesse caso, eu não estaria criando um robozinho, que só obedece, sem questionar nada. Que tipo de adulto ele se tornaria? Eu não quero que ele seja alguém que só obedece... Eu quero que eles questionem, que eles lutem para mudar o que consideram injusto e errado, eu quero eles inovem e sejam corajosos para jogar tudo para o alto e recomeçar quantas vezes forem necessárias!
E então, eu preciso dar espaço para que eles sejam assim.
É claro que aqui em casa não vivemos num caos e temos regras. Mas nossas regras não foram impostas. Elas foram feitas em conjunto. E sim, às vezes elas são quebradas!
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Tenho pensado muito no legado que eu terei deixado quando partir dessa vida. E eu realmente quero ser uma mãe melhor para os meus filhos.
Quero que sempre que eles pensarem em algum exemplo de bondade, de amor, de paciência, de compaixão, de perdão e de serviço, eles imediatamente se lembrem de mim!
Ontem, tive um dia difícil com os meninos e eu precisei chamar a atenção deles muuuitas vezes durante o dia. À noite na hora de dormir, depois de orarmos juntos, nos sentamos um pouco na cama para conversar. Eu me desculpei por ter sido uma mãe tão chata durante o dia e disse que ficava muito triste de ter que chamar a atenção deles tantas vezes. Não foi uma conversa em tom de bronca... foi em tom de desabafo mesmo... Imediatamente os meninos começaram a chorar! E nos abraçamos e choramos juntos! E prometemos que ambos seremos melhores... E foi um momento muito tocante para mim. Eu podia ver nos olhinhos daqueles dois garotinhos de 4 e de 2 anos, que eles realmente sentiam muito.
Eu me sinto tão abençoada por ter filhos! Se eu achava que sabia alguma coisa nessa vida, tudo caiu por terra depois que eu tive meus meninos. Eles me ensinam tanto que eu não consigo imaginar com é que eu consegui viver tantos anos sem eles...
Será que é possível aprender sobre perdão de uma maneira melhor do que observando as crianças?
Tom é um garotinho muito sensível e se magoa e chora se leva uma bronca. Mas se eu lhe der um abraço, um carinho, logo tudo passa. Que adulto é assim? Que adulto vai se consolar com aquele que lhe magoou?
Será que é possível aprender sobre perdão de uma maneira melhor do que observando as crianças?
Tom é um garotinho muito sensível e se magoa e chora se leva uma bronca. Mas se eu lhe der um abraço, um carinho, logo tudo passa. Que adulto é assim? Que adulto vai se consolar com aquele que lhe magoou?
Eu sei que esse post saiu muito confuso... Comecei falando de um programa e terminei falando do exemplo das crianças...
Eu só queria agora, expressar minha gratidão ao Pai Celestial por me confiar 3 pequenos anjos que me ensinam todos os dias a ser uma mulher melhor. Que me ajudam a ser mais criativa, paciente, perseverante, amorosa... Que me ajudam a sentir que estou realmente fazendo um trabalho sagrado. E, sem dúvidas, esse é o melhor trabalho que eu poderia ter...
Nossa Mara, muito legal o teu blog! Gostei muito da idéia do aniversário de 5 anos do teu mais velho! Muito origina! Vou passar a idéia para a minha esposa para quando o meu mais novo (Benjamim-3) fizer seus 5. Parabéns pela realização como pessoa, esposa e mãe!
ResponderExcluirAbraço!
Moises Carvalho
Obrigada, Moises! Se seu filhote for como o meu, daqueles que gostam de se aventurar pela cozinha, vai amar ter uma festinha assim!
ResponderExcluirParabéns pela sua família linda tbm!
=)